
Os olhos se fecham e se abrem.
O ritmo alucinado da noite nos pega arrasta e solta a cada passo.
Um passo, e se tem o espírito ricocheteando para o alto a frente. Ele se espatifa no chão e no próximo passo o jogar se repete.
Nada como a noite e a luz impetuosa das cidades para calar o céu e deixar a lua, única e solitária reinar nos reinos após a montanha. O sangue quente se esfria no ar gélido dos ventos pós vácuo dos carros.
Suspiro.
Não, cidades não são movidas por álcool e sexo como muitos pensam... Mas a loucura de se estar em um ritmo de periculosidade é igual ao seu despertador ser uma cadeira elétrica. Nada mais, nada a menos.
A vida onde não se vê o fim de sua casa é perigosa, não deixando de ser excitante e por mais dolorosa. Fascinante.
Mas sim... O mundo está perdido, o que se pode fazer?
Revolução claro.
Revolução da mente, do corpo e do espírito. Mas a cidade é revolução, e isso sim acredite é a parte em que você entende a diferença de minha alma - se é que ela existe - e a cidade. A cidade não respira, ela converge.
Nada converge. Tudo converge.



